sábado, 22 de maio de 2010
sem fantasia
Dois amores numa mesma noite, duas vidas num só corpo saciando companhias tão alheias.
Uma tentativa tola de se viver ao mesmo tempo que mente. Aos poucos tudo vai se desencaixando, as peças se espalham sobre a mesa e resta a obrigação de refazer o comportamento, de reconstruir as idéias e o temperamento. Não se vive mais na idealização de ser muitas ao mesmo tempo. Resta pouco para ser pelo menos uma só.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Prazer chamo-me acaso
...E você diz tanta coisa, tem tantos argumentos, tantas lamentações. Às vezes me vejo perdida.
Queria mudar tudo isso, só extendendo minha mão.
Quero estalar meus dedos ao pé de seu ouvido, dizer meia dúzia de palavras sutilmente profanas e enxergar uma pessoa simples, sem muitos.... você sabe.
Vejo você perguntar "o que eu estou fazendo ali?", e te respondo que também não sei... penso que era comigo que deveria estar. Audácia? Desculpe-me.
Você "sai" do bar e se projeta para outro lugar. Mas pra onde?
Seu ritmo é difícil de acompanhar e a nuvem de pensamentos que te rodeia é densa e eu não te alcanço. Incapaz, eu? Sem dúvida. Quando se trata de você, as coisas não andam nada simples.
Aí, você percebe que está no lugar errado, ao lado de quem não queria estar...
"Tudo é superficial demais para mim..."
Humilde, não? Mas que assim seja. Nada é, de fato, tão profundo como você. E como eu quis imergir nesse mundo, ... Mas o medo tomou conta e só de pensar em não conseguir voltar mais pro meu real, fazia-me desviar o olhar.
Fugi.
Fugi de você, fugi desses estranhos olhos arrebatadores de menininhas inocentes, esquivei-me desses braços e de seus abraços, da boca voluptuosa, das narinas quentes que exalavam um cheiro que até então não sabia. "Era uma época em que eu conseguia esquecer quem eu realmente sou..." [belles mots] Nossas pernas nunca se cruzaram e nunca se cruzarão.
Triste?
Evidente, mas de fácil compreensão.
sábado, 15 de maio de 2010
eu, homem

"Desculpe, te entendo. Mas não sei o que posso fazer por você"
E desligo o telefone sem o menor pudor, retomando o que estava fazendo antes sem cerimônia.
Olho pra mim e penso - cacete, fiz igual.
Depois de muita lágrima boba, depois de muita dor visceral, enlaçaram-me com força e eu quis me soltar. Vivo a grandeza de amar alguém e ser deixada. Hoje escorrego entre os dedos do compromisso e me desvencilho a cada dia desse excesso de coisas que me oferece.
O ciclo do sentimento é, de fato, algo muito interessante. Talvez tudo isso que esteja escrevendo seja "íntimo demais", mas vejo uma total liberdade em dizer que amei demais, fui pisada, cuspida e escarrada. E agora, olho pra baixo e vejo um protótipo de amor que chora por mim. Condenei a frieza do que me abandonou e hoje repito palavras vagas que me foram ditas e mal recebidas.
Peço perdão por não ser doce, por não entender, por não compartilhar o sentimento. Esquivo-me de conversas, de promessas e sinto muito por ser homem demais e não alcançar a grandeza do sentimento.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
terça-feira, 6 de abril de 2010
dormindo com Santos Dumont
domingo, 28 de março de 2010
Yesterday
Yesterday
All my troubles seemed so far away
Now it looks as though they're here to stay
Oh, I believe in yesterday
Suddenly
I'm not half the man I used to be
There's a shadow hanging over me
Oh, yesterday came suddenly
Why she had to go I don't know
She wouldn't say
I said something wrong now I long
For yesterday
Yesterday
Love was such an easy game to play
Now I need a place to hide away
Oh, I believe in yesterday
Why she had to go I don't know
She wouldn't say
I said something wrong now I long
For yesterday
Love was such an easy game to play
Now I need a place to hide away
Oh, I believe in yesterday
Lennon / McCartney
Comentário pessoal: ainda sofro, ainda dói, mas já não penso mais no recomeço.
quarta-feira, 17 de março de 2010
matando a saudade da pior forma
Até se consumar
O tempo da gente.
Preciso conduzir
Um tempo de te amar,
Te amando devagar e urgentemente.
Pretendo descobrir
No último momento
Um tempo que refaz o que desfez,
Que recolhe todo sentimento
E bota no corpo uma outra vez.
Prometo te querer
Até o amor cair
Doente, doente...
Prefiro, então, partir
A tempo de poder
A gente se desvencilhar da gente.
Te encontro, com certeza,
Talvez num tempo da delicadeza,
Onde não diremos nada;
Nada aconteceu.
Apenas seguirei
Como encantado ao lado teu."
