Olhar pra dentro
Sentir o peito arfando em saudade
Viver o medo,
viver o medo e a liberdade.
Joelhos flexionados,
dedos tocando a terra
Pegar os grãos, criar quimera.
Estou sozinha, repleta
No ostracismo, aberta.
as horas da oportunidade.
Centelhas e rompantes
de alegria e solidão
Filtrando esses dias
Pulverizando na escuridão
domingo, 19 de julho de 2009
sábado, 4 de julho de 2009
sábado, 27 de junho de 2009
Metilando-me
Preparei os olhos, preparei o quarto, preparei os outros.
Esqueci de preparar minha mente, não sei como o faço e no fundo, não quero saber. Não consigo aceitar que existe uma escolha que precisa ser feita. Dói.
Dó do meu coração que não sabe conviver com esse sentimento. Alguns anos de vida e poucos momentos de abandono. Isso gerou uma baita auto-estima... Que está prestes a desabar.
Noites mal-dormidas é tudo que tenho. Sonhos, dores no peito, ânsias de vômito. Em pensar que esses são os mesmo sentimentos do inverso da situação. São os mesmos tremores da paixão, da ansiedade pelo novo. E confessamos, não deixa de ser a mesma coisa.
Estou batendo à porta da vida nova. Estou às vésperas do nunca vivido. Estou em pânico.
Estou num transe esquisito que não me deixa fazer qualquer escolha. Talvez saiba porquê, talvez, não.
Eu não sei o que é isso, eu não sei do que preciso, só sei que dói. Só sei que sinto pena de mim mesma, do meu futuro.
Esqueci de preparar minha mente, não sei como o faço e no fundo, não quero saber. Não consigo aceitar que existe uma escolha que precisa ser feita. Dói.
Dó do meu coração que não sabe conviver com esse sentimento. Alguns anos de vida e poucos momentos de abandono. Isso gerou uma baita auto-estima... Que está prestes a desabar.
Noites mal-dormidas é tudo que tenho. Sonhos, dores no peito, ânsias de vômito. Em pensar que esses são os mesmo sentimentos do inverso da situação. São os mesmos tremores da paixão, da ansiedade pelo novo. E confessamos, não deixa de ser a mesma coisa.
Estou batendo à porta da vida nova. Estou às vésperas do nunca vivido. Estou em pânico.
Estou num transe esquisito que não me deixa fazer qualquer escolha. Talvez saiba porquê, talvez, não.
Eu não sei o que é isso, eu não sei do que preciso, só sei que dói. Só sei que sinto pena de mim mesma, do meu futuro.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
sábado, 20 de junho de 2009
domingo, 14 de junho de 2009
quinta-feira, 11 de junho de 2009
clausura cíclica

na perpétua dualidade
entre razão e emoção,
na corda bamba da (in)decisão.
persiste na vida delgada, sem escolhas.
abre a gaveta
entende a ocasião e escolhe a melhor delas,
colorida, preta, branca
a que brilha, a que apaga
a mentirosa, dissimulada ou a franca
se cabe falar, calar,
agredir, convencer,
se finge que cala,
se finge que fala
se finge fazer
mas chega a hora
em que a face incha
olhos se esbugalham
o que esconde se desespera
a máscara já não cabe mais
o mundo te examina, avalia
enlouquece sem decidir
corre sem agir
se esconde pra viver.
entre razão e emoção,
na corda bamba da (in)decisão.
persiste na vida delgada, sem escolhas.
abre a gaveta
entende a ocasião e escolhe a melhor delas,
colorida, preta, branca
a que brilha, a que apaga
a mentirosa, dissimulada ou a franca
se cabe falar, calar,
agredir, convencer,
se finge que cala,
se finge que fala
se finge fazer
mas chega a hora
em que a face incha
olhos se esbugalham
o que esconde se desespera
a máscara já não cabe mais
o mundo te examina, avalia
enlouquece sem decidir
corre sem agir
se esconde pra viver.
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