domingo, 30 de agosto de 2009



Passam-se as horas

lágrimas prontas, impetuosas
ansiosas para escorregar
por esses olhos ressecados.

Não haverão manhãs como estas

felizes
não irão desejar dias belos

sinceros
Não olharão pra mim com esses olhares

constantes
curiosos

Nosso sorriso não estará estampado
será saudosista, apático.

As horas estão passando
minutos escorrem entre dedos e dentes...
perduram, entristecidos.

Poucos passam pelo que passo.
Se apagam diante do engano
pensam continuar vivendo
Sei que não.
Partes morrem
migalhas ficam
.
Pelos cantos. Pelas paredes.
Pelo ar. Pelo chão.

Gargalhadas, trocadilhos
Dentes cerrados, olhos de ressaca

Não quero - nunca mais

passar pelo que estou passando
viver o que estou vivendo
Quero esquecer a dor desse dia
Tortuoso. Eterno. Frio. Vazio. Último.

14/01/2005 - último dia secundarista

domingo, 19 de julho de 2009

Olhar pra dentro
Sentir o peito arfando em saudade
Viver o medo,
viver o medo e a liberdade.
Joelhos flexionados,
dedos tocando a terra
Pegar os grãos, criar quimera.
Estou sozinha, repleta
No ostracismo, aberta.

as horas da oportunidade.

Centelhas e rompantes
de alegria e solidão
Filtrando esses dias
Pulverizando na escuridão

sábado, 27 de junho de 2009

Metilando-me

Preparei os olhos, preparei o quarto, preparei os outros.
Esqueci de preparar minha mente, não sei como o faço e no fundo, não quero saber.
Não consigo aceitar que existe uma escolha que precisa ser feita. Dói.
Dó do meu coração que não sabe conviver com esse sentimento. Alguns anos de vida e poucos momentos de abandono. Isso gerou uma baita auto-estima... Que está prestes a desabar.

Noites mal-dormidas é tudo que tenho. Sonhos, dores no peito, ânsias de vômito.
Em pensar que esses são os mesmo sentimentos do inverso da situação. São os mesmos tremores da paixão, da ansiedade pelo novo. E confessamos, não deixa de ser a mesma coisa.
Estou batendo à porta da vida nova. Estou às vésperas do nunca vivido. Estou em pânico.
Estou num transe esquisito que não me deixa fazer qualquer escolha. Talvez saiba porquê, talvez, não.
Eu não sei o que é isso, eu não sei do que preciso, só sei que dói. Só sei que sinto pena de mim mesma, do meu futuro.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Junho

Num torpor de ocupações,
perdendo prioridades,
recebendo ordens
e vivendo às pressas.

Às preces.

sábado, 20 de junho de 2009



O que somos realmente
é aquilo que guardamos
reservamos


É o quem nós não sabemos


É o que sentimos

domingo, 14 de junho de 2009