domingo, 28 de março de 2010

Yesterday

Yesterday
All my troubles seemed so far away
Now it looks as though they're here to stay
Oh, I believe in yesterday

Suddenly
I'm not half the man I used to be
There's a shadow hanging over me
Oh, yesterday came suddenly

Why she had to go I don't know
She wouldn't say
I said something wrong now I long
For yesterday

Yesterday
Love was such an easy game to play
Now I need a place to hide away
Oh, I believe in yesterday

Why she had to go I don't know
She wouldn't say
I said something wrong now I long
For yesterday

Yesterday
Love was such an easy game to play
Now I need a place to hide away
Oh, I believe in yesterday

Lennon / McCartney


Comentário pessoal: ainda sofro, ainda dói, mas já não penso mais no recomeço.

quarta-feira, 17 de março de 2010

matando a saudade da pior forma

"Preciso não dormir

Até se consumar
O tempo da gente.
Preciso conduzir
Um tempo de te amar,
Te amando devagar e urgentemente.

Pretendo descobrir
No último momento
Um tempo que refaz o que desfez,
Que recolhe todo sentimento
E bota no corpo uma outra vez.

Prometo te querer
Até o amor cair
Doente, doente...
Prefiro, então, partir
A tempo de poder
A gente se desvencilhar da gente.

Depois de te perder,
Te encontro, com certeza,
Talvez num tempo da delicadeza,
Onde não diremos nada;
Nada aconteceu.
Apenas seguirei
Como encantado ao lado teu."

domingo, 7 de março de 2010

iracema querendo voar


É o tipo de sentimento que até daria pra fazer uma poesia.
Mas isso se não tivesse tomada de um ódio amoroso esquisito.
Vontade de sumir pra viajar e pensar que diabos faço e fazem de mim.
Após uma noite de todo o sentimento, depois de vívidas horas vividas,
sem medo de envolvimento, sem noção de certo ou errado, com a carne trêmula e a pele borbulhando em ternas sensações, surge o novo velho medo do passado.
Se não bastasse minhas intrigas pessoais, minhas discussões internas, tinha você de aparecer e revirar minhas dores e minhas fraquezas.
É quando pergunto até quando vou viver nessa corda bamba de sentimento, oscilando entre saudade, raiva, amor, medo e vontade de fugir.
Tenho mil coisas pra te dizer, pra viver, pra te cuspir.
Tenho a certeza do envolvimento errado, mas insisto nessa reta mais fácil de seguir.
Sem as curvas dos seus pensamentos difíceis de entender.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

querido

Ando sem pressa de amar.
Ando sem vontade de sofrer.
Decidi dar chance a você, ao que se sente sinceramente.
Se vão apoiar, não sei.
Se vai magoar, talvez. Mas isso não importa. Vale o quanto pesa e o quanto se deseja.
Aos poucos, lentamente, semeando o sentimento, acreditando na sua verdade.
Lentamente vamos vivendo, acontecendo e nos entendendo.
Simples desse jeito. A gente não se ama, a gente não se cobra, a gente nem sabe o que aconteceu.
Mas estamos juntos pra vida nos levar como tiver de ser. E será.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

faca amolada

hoje, como todos os dias senti vontade de escrever. senti vontade de cuspir palavras sem pensar, sem colocar o shift, sem refletir na consequência e nos erros do português da madrugada.
hoje vivo um pouco mais, respirando um pouco mais, sofrendo um pouco mais. vivendo o sofrimento romântico, daqueles que querem morrer de amor. vivo declarando minha alma ao diabo e ao mundo sem pensar nos 'nãos' e risadas. respiro o ar dos apaixonados por si e por todos. dos que se entregam sem medir e vomitam o arrependimento no final. vivo a paz dos amantes, vivo o choro dos desiludidos, vivo o caminho próprio e o do outro. corro contra a ventania e meu rosto se arranha com a poeira dos delírios de uma vida sem interrupções, impetuosa e desregrada. não receio, não temo, não paro. eu corro, abraço, encanto e desencanto. eu suspiro por tantos e por ninguém. eu procuro gostar odiando, repudiar querendo. eu pouco me entendo, mas compreendo como ninguém. eu descubro os limites pelo mero prazer de ultrapassá-los. não sei mais que tipo de gente sou e onde me classifico. eu perdi a vontade de me rotular. eu não me enquadro mais no mundo. eu reclamo e volto atrás. eu peço desculpas sem medo, mas sem sinceridade também. eu magoou sem culpa. eu piso. eu mordo, assopro. conquisto e corro. eu sinto vergonha por fora, gargalho por dentro. eu gosto da maldade, da maledicência. eu não interrompo minha mente. eu aprovo meu raciocínio e estimulo. eu desci do muro, me arranhei toda, espanei a fuligem e corri.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Querido diário,

Estou pequena.
Estou mesquinha e medíocre.
O mal falar escorre entre meus dentes e sinto vergonha.
O desgaste da vida alheia percorre meus dias e eu desvalorizo o tempo.
A sinuosidade do meu caráter assusta. Conquista e escapa. Semeio dor e desprazer.
Eu perdi a essência e desenterrei o fascínio pelo pequeno. Por despudor.
Eu perdi o medo.
Eu dei as mãos ao perigo e subjuguei o amor.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Obstinada

"Me livrei do seu enredo
Estou de porta aberta
Meu caminho é longe desse seu desamor.

Irrequieta
Cabelo ao vento
Pareço um planador.

Vejo léguas à minha frente
Fui pro andar de cima
Desatarraxei você das bordas de mim.

Absoluta
Milhas adiante
Muito bem melhor assim.

Por isso eu nunca pararia
Na parada em que você estaria
Sabe lá no que vai dar
Não me arriscaria
No meu rim, no cotovelo
Na raiz de um fio de cabelo
Que resido do indivíduo
Me desarvoraria
Estou assim
Por isso vim
Contar minha historinha
Livre enfim
Você pra mim, não.

Desafio, desvario
Rio de Janeiro
Abre as asas quentes sobre o meu nascer do sol.

Espevitada
Examino as frentes
Batuque, praia e rock 'n' rool.

Recomeço no tropeço
No sobressalto
Nem eu mesma aturo esse meu estado borbulhante.

Obstinada
Enxergo ao longe
Possibilidades radiantes.

Por isso eu nunca pararia
Na parada em que você estaria
Sabe lá no que vai dar
Não me arriscaria
No meu rim, no cotovelo
Na raiz de um fio de cabelo
Que resido do indivíduo
Me desarvoraria
Estou assim
Por isso vim
Contar minha historinha
Livre enfim
Você pra mim, não."